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Acheronta Movebo: Afinal, do quê se trata?

  • Foto do escritor: Acheronta Movebo
    Acheronta Movebo
  • 11 de mai. de 2021
  • 1 min de leitura

Permitir-se explorar lugares antes escondidos ou esquecidos de propósito; deparar-se com o mais primitivo de nós mesmos; admitir seus próprios desejos e vontades; habitar o lugar do incômodo. Esses movimentos, proporcionados pela Psicanálise, elucidam a escolha de Freud ao utilizar o seguinte verso de Virgílio como epígrafe de seu livro ‘“A interpretação dos sonhos”, que inaugurou a Psicanálise:


“Se não posso dobrar os céus, moverei as regiões infernais”.


Ou, na citação original de Virgílio, “moverei o Acheronta”, rio mitológico que leva as almas ao submundo. Caronte, o barqueiro, seria o responsável por realizar essa travessia.


Freud compreendeu que não poderia, através do caminho da consciência, acessar as origens e causas das diferentes formas do sofrimento humano. Dessa forma, seria necessário mover as regiões mais profundas da psique humana – o caminho para o inconsciente – para levar o paciente a posicionar-se de forma diferente em relação ao seu sofrimento, realizar verdadeiras mudanças e obter resultados analíticos. O psicanalista, então, faria o papel de Caronte, o barqueiro, realizando essa travessia do sujeito em direção ao seu próprio desejo.


“Flectere si nequeo Superos, Acheronta Movebo!”





 
 
 
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